terça-feira, 31 de janeiro de 2012

SERMÃO DE PADRE JOÃO EM MISSA DE COMEMORAÇÃO AOS DOIS ANOS DE SEU SACERDÓCIO

A dignidade do Padre



É o que exprime com admiração S. Lourenço Justiniano, falando dos padre: "Bem alto é o poder que lhes é dado! Quando querem, demudam o pão em corpo de Cristo:
O Verbo encarnado desde do Céu e desce verdadeiramente à mesa do altar! É-lhes dado um poder que nunca foi outorgado aos anjos. Estes se conservam junto do trono de Deus; os sacerdotes têm-no nas mãos, dão-no ao povo e eles próprios o comungam”



I
Idéia da dignidade sacerdotal

Diz Sto. Inácio mártir que a dignidade sacerdotal tem a supremacia entre todas as dignidades criadas. Santo Efrém exclama: “É um prodígio espantoso a dignidade do sacerdócio, é grande, imensa, infinita. Segundo S. João Crisóstomo, o sacerdócio, embora se exerça na terra, deve ser contado no número das coisas celestes. Citando Sto. Agostinho, diz Bartolomeu Chassing
que o sacerdote, alevantado acima de todos os poderes da terra e de todas as grandezas do Céu, só é inferior a Deus. e Inocêncio III assegura que o sacerdote está colocado entre Deus e o homem; é inferior a Deus, mas maior que o homem.
Segundo S. Dionísio, o sacerdócio é uma dignidade angélica, ou antes divina; por isso chama ao padre um homem divino. Numa palavra, concluí Sto. Efrém, a dignidade sacerdotal sobreleva a tudo quanto se pode conceber.
Basta saber-se que, no dizer do próprio Jesus Cristo, os padres devem ser tratados como a sua pessoa: Quem vos escuta, a mim escuta; e quem vos despreza, a mim despreza. Foi o que fez dizer ao autor da Obra imperfeita:
Honrar o sacerdote de Cristo, é honrar o Cristo; e fazer injúria ao sacerdote de Cristo, é fazê-la a Cristo”. Considerando a dignidade dos sacerdotes, Maria d’Oignies beijava a terra em que eles punham os pés.

II
Importância das funções sacerdotais

Mede-se a dignidade do padre pelas altas funções que ele exerce. São os padres escolhidos por Deus, para tratarem na terra de todos os seus negócios e interesses; é uma classe inteiramente consagrada ao serviço do divino Mestre, diz S. Cirilo de Alexandria. Também Sto. Ambrósio chama ao ministério sacerdotal uma “profissão divina”. O sacerdote é o ministro, que o próprio Deus estabeleceu, como embaixador público de toda a Igreja junto dele, para o honrar, e obter da sua bondade as graças necessárias a todos os fiéis.
Não pode a Igreja inteira, sem os padres, prestar a Deus tanta honra, nem obter dele tantas graças, como um só padre que celebra uma missa.
Com efeito, sem os padres, não poderia a Igreja oferecer a Deus sacrifício mais honroso que o da vida de todos os homens: mas o que era a vida de todos os homens, comparada com a de Jesus Cristo, cujo sacrifício tem um valor infinito? O que são todos os homens diante de Deus senão um pouco de pó, ou antes um nada? Isaías diz: São como uma gota de água... e todas
as nações são diante dele, como se não fossem.
Assim, o sacerdote que celebra uma missa rende a Deus uma honra infinitamente maior, sacrificando-lhe Jesus Cristo, do que se todos os homens, morrendo por ele, lhe fizessem o sacrifício das suas vidas. Mais ainda, por uma só missa, dá o sacerdote a Deus maior glória, do que lhe têm dado e hão de dar todos os anjos e santos do Paraíso, incluindo também a Virgem
santíssima; porque não lhe podem dar um culto infinito, como o faz um sacerdote celebrando no altar.
Além disso, o padre que celebra oferece a Deus um tributo de reconhecimento condigno da sua bondade infinita, por todas as graças que ele há sempre concedido, mesmo aos bem-aventurados que estão no Céu. Este reconhecimento condigno nem todos os bem-aventurados juntos o poderiam prestar; de modo que, ainda sob este ponto de vista, a dignidade do padre
está acima de todas as dignidades, sem exceptuar as do Céu.
Mais, o padre é um embaixador enviado pelo universo inteiro, como intercessor junto de Deus, para obter as suas graças para todas as criaturas; assim fala S. João Crisóstomo. Santo Efrém ajunta que o padre trata familiarmente com Deus. Para o padre, numa palavra, não há nenhuma porta fechada.
Jesus Cristo morreu para fazer um padre. Não era necessário que o Redentor morresse para salvar o mundo: uma gota de sangue, uma lágrima, uma prece lhe bastava para salvar todos os homens; porque, sendo esta prece dum valor infinito, era suficiente para salvar, não um mundo, mas milhares de mundos.
Pelo contrário, foi necessária a morte de Jesus Cristo para fazer um padre: pois, doutro modo, — onde se encontraria a Vítima que os padres da lei nova oferecem hoje a Deus, Vítima santíssima, sem mancha, só por si suficiente para honrar a Deus duma maneira condigna de Deus? O sacrifício da vida de todos os anjos e de todos os homens não seria capaz, como acabamos de dizer, de prestar a Deus a honra infinita, que lhe presta um padre com uma só missa.

III
Excelência do poder sacerdotal
Mede-se também a dignidade do padre pelo poder que ele exerce sobre o corpo real e o corpo místico de Jesus Cristo.
Quanto ao corpo real, é de fé que no momento em que o padre consagra, o Verbo encarnado se obrigou a obedecer-lhe, vindo às suas mãos sob as espécies sacramentais. Causou espanto que Deus obedecesse a Josué, e mandasse ao sol que se detivesse à sua voz, quando ele disse: Sol! fica-te imóvel diante de Gabaon... E o sol deteve-se no meio do Céu.
Mas é muito maior prodígio que Deus, em obediência a poucas palavras do padre, desça sobre o altar, ou a qualquer parte em que o sacerdote o chame, quantas vezes o chamar, e se ponha entre as suas mãos, embora esse sacerdote seja seu inimigo! Aí permanece inteiramente à disposição do padre, que pode transportá-lo à sua vontade dum lugar para outro, encerrálo
no tabernáculo, expô-lo no altar, ou ministrá-lo aos outros. É o que exprime com admiração S. Lourenço Justiniano, falando dos padre: “Bem alto é o poder que lhes é dado! Quando querem, demudam o pão em corpo de Cristo:
o Verbo encarnado desde do Céu e desce verdadeiramente à mesa do altar! É-lhes dado um poder que nunca foi outorgado aos anjos. Estes conservam-se junto do trono de Deus; os sacerdotes têm-no nas mãos, dão-no ao povo e eles próprios o comungam”.
Quando ao corpo místico de Jesus Cristo, que se compõe de todos os fiéis, tem o sacerdote o poder das chaves: pode livrar do inferno o pecador, torná-lo digno do Paraíso, e, de escravo do demônio, fazê-lo filho de Deus. O próprio Jesus Cristo se obrigou a estar pela sentença do padre, em recusar ou conceder o perdão, conforme o padre recusar ou dar a absolvição, contanto
que o penitente seja digno dela.
De modo que o juízo de Deus está na mão do padre, diz S. Máximo de Turim. A sentença do padre precede, ajuda S. Pedro Damião, e Deus a subscreve. Assim, conclui S. João Crisóstomo, o Senhor supremo do universo não faz senão seguir o seu servo, confirmando no Céu tudo quanto ele decide na terra.
Os padres, diz Sto. Inácio mártir, são os dispensadores das graças divinas e os consócios de Deus. E, segundo S. Próspero, são a honra e as colunas da Igreja, portas e porteiros do Céu.
Se Jesus Cristo descesse a uma igreja, e se sentasse num confessionário para administrar o sacramento da Penitência, ao mesmo tempo que um padre sentado no outro, o divino Redentor diria: Ego te absolvo o padre diria o mesmo: Ego te absolvo; e os penitentes ficariam igualmente absolvidos, tanto por um como pelo outro.
Que honra para um súdito, se o seu rei lhe desse poder para livrar da prisão quem lhe aprouvesse! Mas muito maior é o poder dado pelo Padre Eterno a Jesus Cristo, e por Jesus Cristo aos padres, para livrarem do inferno, não só os corpos, mas até as almas; esta reflexão é de S. João Crisóstomo.


“Amados me detenho hoje a falar do sacerdócio com essas palavras, agradeço a Deus por esses meus dois anos tão fecundos anos esses que mais que tudo me faz contemplar que parece dizer que tenho apenas algumas horas de padre, mas, parece dizer que já tenho uma eternidade como padre, porque ao mesmo tempo nesse tempo dentro do tempo do tempo dos 2 anos”.

“Hoje eu quero mais do que tudo agradecer a Deus e suplicar aos céus na intercessão de pessoas que foram tão santas para mim, e que foram sinais de uma contemplação para eu realmente enxergar o que é ser sacerdote, dentre eles e tantos quero pedir a intercessão daquele que é o nosso querido D. Jairo, assim como do padre Edmilsom, que ao contemplar essas duas imagens de padres,me fez refletir e até mesmo dizia para mim mesmo, se fosse para morrer hoje para fazer nascer tantas vocações na nossa diocese, eu diria a Deus que queria morrer para fazer nascer tantos padre, para ter a certeza da dignidade de que muitos poderia fazer o céus de Deus se aproximar mais de nós, e nessa grande graça ao contemplar uma vida tão doada como foram a deles, contemplo que numa vida tão doada tão entregue, e tão morte como foi a deles, a nossa vida de sacerdote tem que se configurar a essa graça, morrer para que o Cristo venha a ser aquilo que é mais do que tudo a sua presença de transformação naquilo que é a nossa vida”

Entre lágrimas padre João concluiu seu sermão dizendo : “ minha prece no dia de hoje é essa, sou muito feliz em ser padre”.


Desde o tempo do seminário Padre João disse que já ficava pensando em seus paroquianos, até teria dito aos paroquianos de Natal, que a cada ano de sacerdócio retornaria para comemorar com eles em Natal.

Mas agradeceu ao acolhimento recebido pelos paroquianos de Bonfim, e nesses dois anos vivenciados como padre, sente se muito feliz, e agradeceu àqueles que o ajudou até aqui, e que quando ele chegou aqui foi olhado e acolhido pelos paroquianos de Bonfim como padre.

“As vezes,quantas vezes, tenho ficado até madrugada conversando com algumas pessoas pra tirá-las do inferno, e trazê-las ao céu”.

Em visita ao senhor Antonio, que está internado no hospital, padre João emocionado partilhou, que pode sentir o seu sacerdócio, pode salvar almas, e questão próximas do inferno e a levá-las ao céu, e ainda no hospital a mais de mês internado se alimentando pouco, o senhor Antonio se alegrava ao ver a imagem de padre João e que com alegria pedia a eucaristia.

“Eu queria pedir a Deus pra morrer padre, eu sei que são muitas barreiras na nossa caminhada, mas, essa é a prece do padre hoje, são muitas dores, muitas abnegações, muitas renuncias, mas ao mesmo tempo a certeza de ser padre e chegar ao céu como padre, a dignidade dos santos ao beijar as minhas mãos, sacerdotais e de nossa senhora e dizer muito obrigado, porque muitos estão aqui por ti.”


“Existe a igreja matriz que é a igreja mãe de todas as outras capelas, eu queria agradecer a Deus pela minha matriz na minha vida que não foi à paróquia de Bonfim, nem outra paróquia, mas foi a minha família, a minha grande matriz aminha capela maior a minha catedral aminha mãe meu pai, que me ensinam a cada vez mais a ser padre”.

“Agradecer aminha família que é para mim o meu aroma suave, que é pra mim a minha fortaleza, agradeço a minha matriz a minha catedral que não é uma capelinha, mas é uma grande catedral, a minha mão meu pai, minha avó que tá aqui, meus irmão, e minha irmã que é pra mim o tudo da minha vida”


Após a celebração da missa, padre João convidou a todos os fieis presentes a uma comemoração com um bolo de dois metros quadrados, que aconteceu na Sociedade União e Recreio.
E ao som do artista Wagner Rosa, os presentes cantaram os parabéns a padre João.


Netto MAravilha - Pascom de Bonfim

PADRE JOÃO SE EMOCIONA E LEVA FIÉIS A SE EMOCIONAREM NA NOITE DE COMEMORAÇÃO DE SEUS DOIS ANOS DE SACERDÓCIO

ANIVERSÁRIO DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL PE JOÃO ELEUTÉRIO



Padre, João Eleutério. Hoje louvamos e agradecemos a Deus pelo dom de sua vida, de quem a Providência Divina se serviu a fim de nos permitir estar aqui para agradecer mais um ano de sua ordenação sacerdotal. Na vida há acontecimentos e datas que não podemos esquecer e no que diz respeito à sua vocação, muito mais se torna importante fazer memória, principalmente como atitude de ação de graças pelo dom recebido
A Paróquia do Senhor do Bonfim e o Movimento de Cursilhos de Cristandade, do qual o Senhor é Orientador Espiritual,são abençoados pela sua presença e pelo seu trabalho, sua sabedoria pastoral e também os seus conselhos que sempre nos direcionam para o caminho certo.
Padre João, festejar mais um ano de ordenação sacerdotal é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, ensinar novas lições, sorrir novos motivos, amar mais ao próximo, dar cada vez mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes, é também amadurecer um pouco mais e olhar a sua missão de lançar as redes como uma dádiva de Deus.
Hoje nós paroquianos aqui presentes compreendemos um pouco a vocação para o sacerdócio como sendo um dom divinal, um dom para o qual é preciso abrir mão de muitas coisas essenciais na vida como a família, o conforto, os amigos, a liberdade, um verdadeiro despojar-se de si mesmo, para que no fim, se obtenha o tudo ofertado pelas mãos de Deus. É ser grato, estar disposto, muitas vezes não é compreendido, é ser forte, destemido mesmo que o coração esteja partido pela dor, é ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo.
Podemos afirmar Pe. João que comemorar o aniversário de ordenação é comemorar a vida, pois o sacerdote não é apenas o homem da liturgia, mas, aquele que faz da sua vida um culto litúrgico, identificando-se com a realidade da cruz, que é doação, amor e entrega aos irmãos e à Igreja, fazendo da sua vida um sacramento intenso e fecundo.
Dia 30 de janeiro é um dia festivo e abençoado para todos nós paroquianos, mas é, principalmente para Deus, pois ele recebeu há 2 anos o seu SIM. Por tudo isto, Padre João, agradecemos pelo seu contínuo esforço, zelo e dedicação e principalmente, por ser este fiel amigo e pai espiritual que conduz, amorosamente, os nossos passos em direção a Deus. Saiba que somos muito felizes e sentimo-nos agraciados por tê-lo em nosso meio. Nós lhe parabenizamos e pedimos as bênçãos de Deus e que a Virgem Mãe Santíssima o cubra e proteja com Seu Manto Celestial, estando à frente de todas as dificuldades e obstáculos que se puserem em seu caminho.
A Ordenação Sacerdotal é um momento marcante e significativo para a Igreja, pois reafirma a aliança de Deus com a humanidade. Não estamos sós. Cristo caminha conosco pela intercessão das mãos consagradas do Padre, que em cada celebração Eucarística o coloca vivo entre nós; pleno de misericórdia, perdão e amor. Parabéns ao senhor neste dia tão grandioso e novamente que Maria, mãe da Igreja plena do Espírito Santo lhe impulsione cada vez mais a assumir sua vida sacerdotal até os fins de sua vida.
ESTES SÃO OS SINCEROS VOTOS DE TODOS OS SEUS Amigos, Familiares e membros do Movimento do Cursilhos de Cristandade conforme seu pedido na Santa Missa no último domingo (29/01)

sábado, 28 de janeiro de 2012

AVISOS DA PARÓQUIA



29 DE JANEIRO DE 2012 – 4º DOMINGO DO TEMPO COMUM
MISSAS DO DOMINGO:
ÀS 7h – Missa na Catedral
ÀS 9h – Missa na Catedral
ÀS 10h - Batizados na Catedral
ÀS 11h – Missa no Carmelo
ÀS 16h – Missa na Comunidade de Tijuaçu
ÀS 19h30min – Missa na Catedral
MISSAS DA SEMANA:
Dia 1 / 2 - Quarta-feira ..ÀS 16h - Missa na Comunidade de Conceição
Dia 3 / 2 –Sexta-feira ....ÀS 17h - Missa na Comunidade de Lagoa do Barro
Dia 4 / 2 – Sábado .........ÀS 17h – Missa na Comunidade de Estiva
Às 19h30min – Missa na Comunidade da Pêra
ATENÇÃO:
- A Paróquia do Senhor do Bonfim informa que está ampliando seu quadro de membros da Equipe da Acolhida para as Missas realizadas na Catedral. Os interessados deverão comparecer na Secretaria da Catedral no horário comercial. Desde já, a paróquia do Senhor do Bonfim agradece pela sua disponibilidade.
- Comunicamos aos Senhores pais que já iniciamos inscrições para a Catequese. As inscrições estão sendo realizadas, durante á semana, na Secretaria da Catedral.

CARTA MCC BRASIL – JANEIRO 2012 (149ª.)



“Não temos aqui cidade permanente, mas estamos à procura da que está por vir” (Hb 13,14). “Vi, então, um novo céu e uma nova terra...” (Ap 21, 1 ssqq).“O que esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça” (2Pd3,13).
Meus amados leitores e leitoras, irmãos e irmãs, peregrinos que somos todos, rumo ao Reino definitivo:
As citações acima têm por objetivo provocar algumas reflexões sobre um novo ano que começa; um novo tempo da história que o Senhor nos concede e uma nova etapa de vida a ser vivida à luz da Palavra, com os pés postos nas pegadas do Senhor Jesus uma vez que “não temos aqui cidade permanente”. Ora, “não ter cidade permanente” não significa acomodação ou conformidade passiva diante da vida e do tempo, e, sim, aquele dinamismo que nos leva “à procura da que está por vir”. Ou seja, a empenhar-nos, mais do que no ano passado, na construção de “um novo céu e de uma nova terra no quais habitará a justiça”, colaborando, assim , em nossas limitações, com o “Senhor do tempo e da história”.
1. Como vivenciar o início de um novo ano? Podem-se considerar duas maneiras de vivenciar esse momento de passagem:
a) Uma que se “conforma com este mundo” (cf. Rm 12,2) que supõe preocupações com a sobrevivência, que planeja, que prevê, que esquadrinha horizontes à procura de oportunidades de todo tipo, que luta para “levar vantagem em tudo”, e que hoje não falta numa cultura de imediatismo e de relativismo de valores, condicionante que é da mentalidade das pessoas e construtora de uma sociedade consumista, egoísta e exacerbadamente individualista. Até certo ponto, claro, tudo isso é necessário enquanto se trata da busca de uma vida digna para c ada um e para todos os seres humanos, respeitosa da liberdade e da crença de cada um.
b) Outra, a partir do mesmo conselho de Paulo aos Romanos: “transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito”. Aí está toda uma programação a ser executada pelos seguidores de Jesus. Quanto mais avança um tempo novo, quanto mais se aperfeiçoam as tecnologias, quanto mais se instala uma mentalidade distorcida sobre os valores que deveriam pautar nossas vidas, tanto mais se faz necessário o discernimento proposto por Paulo: renovar nossa maneira de pensar, isto é, nossa mentalidade que é a orientadora do nosso agir, para discernir, à luz da fé e dos ensinamentos evangélicos do Mestre “o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito”. Árdua tarefa essa; trabalhoso processo que irá ajudar-nos a ser fiéis discípulos e irmãos uns dos outros na construção de uma sociedade justa e solidária.
O Pai espera sua resposta para uma pergunta simples e, ao mesmo tempo complexa (porque não depende somente de você...): qual das duas maneiras norteará sua vida e a vida de sua comunidade neste ano de 2012?
2. Peregrinos, discípulos missionários num tempo novo. Na visão apocalíptica e na esperança anunciada por São Pedro, sonhamos com “um novo céu e uma nova terra” como recompensa final, diante da face do Pai, pelos sofrim entos que suportamos, pelas cruzes nossas e alheias que carregamos, pelas lágrimas que derramamos: “Então ouvi uma voz forte que saia do trono e dizia: ‘Esta é a morada de Deus-com-os-homens. Ele vai morar junto deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus-com-eles será seu Deus. Ele enxugará toda lágrima de seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passaram’” (Ap 21,3-4). Entretanto, mesmo alimentados e movidos por esta esperança final, somos chamados e enviados por Jesus para construirmos, já aqui neste tempo e nestas circunstâncias, uma “nova terra na qual habitará a justiça”.
Somos, portanto, desafiados pela nossa própria vocação, a partir do chamado do Pai, a enfrentar, abraçar e, assim, assumir os desafios do tempo presente. Sem saudosismos inúteis, sem métodos ultrapassados, sem expressões que já nada mais dizem aos ouvidos e, muito menos, aos corações e à vida do homem e da mulher nesta nossa cultura epocal (isto é, nem moderna, nem pós-moderna, mas ainda totalmente indefinida...):“Nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (DAp 365)1[1]. Ainda no mesmo importante documento, podemos sentir uma grande preocupação dos nossos Pastores: “Constatamos o escasso acompanhamento dado aos fiéis leigos em suas tarefas de serviço à sociedade, particularmente quando assumem responsabilidades nas diversas estruturas de ordem temporal. Percebemos uma evangelização com pouco ardor e sem novos métodos e expressões, uma ênfase no ritualismo sem o conveniente caminho de formação, descuidando de outras tarefas pastorais” (DAP 100 c). Atentos à nossa missão discipular, neste início de novo ano, somos insistentemente convidados a sair da inércia, a abandonar a preguiça e a instalação no comodismo, alegando, às vezes , desculpas “indesculpáveis” bem como a pôr em prática, corajosamente, os valores do Evangelho: a fraternidade, a solidariedade, a caridade, o amor, a justiça, o perdão... Esquecendo possíveis e naturais ressentimentos e oferecendo-nos como “hóstias vivas” numa celebração incessante da própria vida e, sobretudo, buscando a unidade na caminhada de discípulos missionários, somos chamados à criatividade no campo da evangelização; a superar as frequentes atitudes de braços cruzados; a oferecer colaboração efetiva (ao invés de nos contentarmos com o famoso “apoio moral” tão ao feitio dos acomodados) no anúncio do Reino, de acordo com os carismas com que Deus nos presenteou.
3. “Anunciar ao mundo o “Logos” da Esperança”. Penso não haver nada mais oportuno e mais encorajador nesta nossa Carta de início de ano, do que terminá-la lembrando uma das mais belas expressões do Papa Bento XVI quando, na Exortação Apostólica VERBUM DOMINI, convida-nos ao anúncio do “LOGOS” – a PALAVRA – que é o próprio Jesus - da Esperança, assim, com maiúscula: “Com efeito, o que a Igreja anuncia ao mundo é o Logos da Esperança (cf. 1 Pd 3, 15); o homem precisa da «grande Esperança» para poder viver o seu próprio presente – a grande esperança que é «aquele Deus que possui um rosto humano e que nos “amou até ao fim” (Jo 13, 1)». Por isso, na sua essência, a Igreja é missionária. Não podemos guardar para nós as palavras de vida eterna, que recebemos no encontro com Jesus Cristo: são para todos, para cada homem. Cada pessoa do nosso tempo – quer o saiba quer não – tem necessidade deste anúncio. Oxalá o Senhor suscite entre os homens, como nos tempos do profeta Amós, nova fome e nova sede das palavras do Senhor (cf. Am 8, 11). A nós cabe a responsabilidade de transmitir aquilo que por nossa vez tínhamos, por graça, recebido” (VD 91).
Um 2012 de grande aumento da fé (cf. Lc 17,5), de intensa experiência de Deus na vida de cada um e de cada uma de vocês, queridos e fiéis leitores, bem como um compromisso cada dia mais profundo na sua opção de discípulo missionário, com a presença de Maria “Mãe do Verbo e Mãe da Alegria”2[2] e com todas as bênçãos de Deus, é o que lhes deseja o amigo, irmão e servidor no Cristo Jesus,

Pe. José Gilberto Beraldo
Equipe Sacerdotal do Grupo Executivo Nacional
MCC do Brasil

REFLEXÃO DA SEMANA


Mc 7, 14-23

14. Tendo chamado de novo a turba, dizia-lhes: “Ouvi-me todos, e entendei.15.Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem.16.Quem tem ouvidos para ouvir ouça”.17.Quando deixou o povo e entrou em casa, os seus discípulos perguntaram-lhe acerca da parábola.18.Respondeu-lhes: Sois também vós assim ignorantes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode tornar impuro, 19. por que não lhe entra no coração, mas vai ao ventre e dali segue sua lei natural? Assim ele declarava puros todos os alimentos. E acrescentava: 20.Ora, o que sai do homem, isso é que mancha o homem.21. Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos, 22. Adultérios, cobiças, perversidade, fraudes, desonestidades, inveja, difamação, orgulho e insensatez. 23.Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem.
O PERIGO É O QUE VEM DE ENTRO
Esse trecho do Evangelho é muito atual. Jesus acabou com toda aquela crença da proibição de comer carne de animais ou outras coisas que tornariam a pessoa impura. Por quê? Por que essas coisas não entram no coração. Vão para o estômago e depois para a terra.
Jesus pergunta: “de onde é que surge a impureza?”. A impureza surge do coração. Até hoje, pensamos também que nos tornamos impuros por que as coisas vêm de fora. Cristão que é Cristão tem que acabar com isso. O que vem de fora não nos afeta, não nos torna impuros, não pode nos transformar.
A impureza está no que nós fazemos quando inventamos desculpas para deixar de fazer ou agir, quando agimos com inveja, quando jogamos a culpa no outro, na tentativa de nos justificar, quando inventamos algo sobre o outro, quando deixamos de cuidar de nosso coração para nos ocupar com coisas de fora. É do que sai do nosso coração que devemos cuidar, por que é do coração que sai a maldade quando faço um comentário não muito honesto sobre o outro.
Pense: Jesus também mostrou aqui que ninguém tem a capacidade de fazer mais mal a nós do que nós mesmos.
Quando você entende isso, percebe que as escolhas estão todas diante de você, mas os caminhos que cada um segue levam a estradas retas ou tortuosas e nunca é o outro que as escolhe. Mesmo as pessoas indecisas ou “Maria vai com as outras” escolhem: escolhem ser levadas pelo vento.
Jesus mesmo disse: “o que sai do nosso coração é o que vai tornar o outro impuro ou puro”. Temos de olhar para dentro de nós mesmos para que a mudança possa ocorrer de dentro para fora. Hoje, e todos os dias, vamos escolher muito bem o que sair de nosso coração. (Ver Mt 15, 10-20)

Pe. JUAREZ DE CASTRO

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CATÓLICOS SUPERLOTAM AS RUAS DE BONFIM PARA LOUVAR SEU PADROEIRO

Paróquia faz procissão grandiosa aos 200 anos marcados pela fé em Senhor do Bonfim

Fileira de missionários ordenada. O Santíssimo Sacramento, os padres, o bispo, todos excelsamente paramentados; o andor conduzido por soldados da Polícia Militar, um destaque a sobrepujar em altura a onda de fiéis em desfile de fé e homenagem ao Senhor do Bonfim: Padroeiro do município.



E assim, numa visão ainda superficial e de rápido contato com a forma do séquito, decorreu a procissão de encerramento da festa católica, apostólica e romana. E assim se cumpriu a vontade do bispo Dom Francisco Canindé Palhano, de presidir ao estilo de sua linha de evangelização o conjunto de festejos denominado “Senhor do Bonfim - 200 anos marcados pela fé”.

Um poderoso carro de som (mini trio) da N2 Coca Cola com músicos dos movimentos RCC, Comunidade Shalom e do Ministro Cival estiveram pregando a palavra de cristo através de músicas que levaram os fieis a louvar com fervor.




A união dos fiéis em garbosa procissão, talvez a maior já ocorrida na data do Padroeiro, pela primeira vez favorecida pelo feriado recentemente decretado pela municipalidade, a tornar oficial o dia 17 de janeiro.



À saída da corte da Catedral da Matriz, a cantata do Hino ao Senhor do Bonfim entoado em uníssono pela multidão. Já no próximo quarteirão, a vibração do coro popular a cantar Te Amarei, Senhor. Em vigor a alegria e o respeito, a coreografia de braços alevantados acenando ao alto a obediência dos que pareciam andar quase imóveis, em oração.



Misto do ânimo fervoroso ao lado da entrega de espírito em pleno auto-consolo. Sínteses diferenciais de oração. E a procissão semi-quilométrica seguindo seu rumo, enchendo vagarosamente as ruas, inundando de devotos as praças e avenidas da cidade sede da Diocese.



Das 17h00 às 19h30, quase três horas depois de uma viagem ao espírito, guiada pela Igreja Católica, o cortejo estava de volta à Matriz secular, ao Espaço Jubilar, para mais liturgia e adoração. Mais pedidos de bênçãos, misericórdias e a divina proteção do Senhor do Bonfim às comunidades sob a égide do Bispado.



O palanque lateral à igreja Matriz voltou a acolher dom Francisco Canindé Palhano, o pároco da Catedral José Elton, os padres de longínquas paróquias no amplo domínio – todos subordinados à contínua incensação das imagens e símbolos sagrados do catolicismo: do estandarte hasteado da festa, de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, titular da Catedral, do Santíssimo Sacramento, das bandeiras da paróquia e da diocese, do município, do estado e do país.

O Pai Nosso tantas vezes orado em cada novena, desde o início do mês... As visitas do bispo e seus auxiliares a dezenas de instituições em todos os recantos da cidade... Tudo isto parecia ter desembocado nos últimos minutos da celebração no e ao dia do Padroeiro Senhor do Bonfim.



Em nome da Diocese, o Padre José Elton agradeceu aos coadjuvantes do sucesso ao festejo pelos 200 anos marcados pela fé: suas pastorais, coordenadores de áreas e setores, atendentes das paróquias, comissão de eventos, animadores, participantes das quermesses, ornamentadores, fiéis em geral e entregou ao Dom Francisco Canindé Palhano a celebração litúrgica do encerramento.



Estava consumada a festa muito bem preparada para louvar o Padroeiro. Restou o recolhimento ordeiro de cada peça, cada ator, cada celebrante. O repicar dos sinos e os cânticos enfáticos ficaram como a ressoar em milhares de entes, certamente à espera de um novo festejar.

Por Brito -
Adaptada por Netto Maravilha 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

9ª NOITE DO NOVENÁRIO DO SENHOR DO BONFIM

Dia 16/1 – Segunda-Feira

19h30min– Novena e benção da água e dos objetos de devoção

Tema: Missão: “Que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e aquele que enviastes, Jesus Cristo” Jo 17,3

Padre João Zacarias, em sua pregação falou de forma clara sobre a importância de nossa missão como operários dessa obra que Jesus nos confiou, e fez referência ao profeta Samuel que crescia a cada dia em sabedoria e estatura, mas que nunca deixou a palavra de Deus cair.
Ainda comparando nossa missão a missão dos apóstolos, que deixam tudo para seguir a Jesus, sem tristeza, sem desespero, “queremos ser crianças, adolescentes, jovens e adultos enviados nessa missão” disse Padre João Zacarias.

Ele agradeceu aos idealizadores de tornar o dia 17 de janeiro como o dia Santo dedicado ao Padroeiro Senhor do Bonfim, e lembrou a importância dessa data para a igreja local,para a paróquia, que marca seus 200 anos.

Evangelho: Lc 10, 1-12

Responsáveis: Apostolado da Oração, Legião de Maria e Coral de Carrapichel.

Noiteiros: Comunidades da Pêra, Missão do Sahy, Varzinha, Carrapichel, Autoridades Civis e Câmara dos Vereadores, Feirantes e Família Cardoso (Maurício, Celeste, filhos e netas); Família Braga (Paulo Braga e família).

No último dia da novena houve um bingo beneficente à reforma da Catedral, onde não havia mais cartela para quem desejasse.
Os prêmios saíram para uma só ganhadora, a senhora Sônia, que reside na Rua Visconde do Rio Branco – Centro de Bonfim.

Agradecemos a colaboração de Milton Bonfim, e de todos os artistas bonfinenses que de bom coração participaram desse momento inesquecível marcando os 200 anos da Paróquia

8ª NOITE DO NOVENÁRIO DO SENHOR DO BONFIM

Dia 15/1 - Domingo

19h30min - Novena

Tema: Creio na Santa Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Evangelho: Mc 3, 13-19

Responsáveis: Comerciantes e Homens do Terço.

Noiteiros: Comunidades de Itapicuru, Caatinguinha, Servidores Públicos;Famílias bonfinenses ausentes e Família Guimarães (José Ranulfo, Joselma e filhos); Família Guimarães (Sérgio, Josane e Lara);

ESPAÇO JUBILAR

Os meninos do Palpite encantaram as pessoas presentes no Espaço Jubilar, ao som de musicas que balançaram a todos, iniciando com "Como Zaqueu" seguido de umrepertório de samba clásico, o verdadeiro pagode.
O domingo foio mais repleto de pessoas visitando o Espaço Jubliar naQuermesse da novena.

7ª NOITE DO NOVENÁRIO DO SENHOR DO BONFIM


Dia 14/1 - Sábado

7h - Celebração da Santa Missa

19h30min – Novena mais uma noite presidida por D. Francisco Canindé Palhano, concelebrada por Padre José Elton e Padre João Eleutério, como vem acontecendo nos demais dias do novenário o interior da Catedral já não suporta a quantidade de fieis que nesse período participam todas as noites, entusiasmados e fervorosos.

Tema: Creio no Espírito Santo.

Padre José Elton foi o pregador da noite e apresentou à assembléia o Deus Espírito Santo, não somente como a terceira pessoa da Santíssima Trindade, mas como um Deus presente na vida da humanidade.
“O Espírito Santo não aparece apenas em Pentecostes quando os discípulos e Maria encontravam-se com medo, e houve aquele vento impetuoso, que despertou neles a coragem de anunciar que Jesus está vivo. O Espírito Santo está presente desde os princípios da Criação até os dias atuais”. Leitura: At 2, 1-12

Responsáveis: Vicentinos, Pastoral do Batismo, da Crisma e Pastoral Missionária

Noiteiros: Comunidades da Passagem Velha, Cazumba, Cruzeiro, Gamboa; Bancários; Família Bonfim (D. Vera, Sr. Zeca Bonfim, filhos, netos).

Quermesse

A cada dia também vem se aumentado a participação dos devotos no “Espaço Jubilar”, montado na Praça Juracy Magalhães, contando barraquinhas de bolos, salgados, tortas, refrigerantes e muito mais, nesse sábado a atração ficou por conta do artista, Tony Silva, que também não deixou a desejar e balançou o público com seu repertório eclético, num mix de pagode, arrocha e forró.

sábado, 14 de janeiro de 2012

AVISOS DAS MISSAS DA PARÓQUIA


MISSAS DESTE DOMINGO:

ÀS 7h - Missa na Catedral (somente para Missa de Sábado)

ÀS 8h – Missa na Comunidade de Carrapichel

ÀS 9h – Missa na Catedral

ÀS 10h – Batizados na Catedral

Às 11h – Missa no Carmelo

Às 16h – Missa na Comunidade de Tijuaçu

ÀS 16h – Missa na Comunidade de Santos Dumont

Às 17h30min – Missa na Comunidade Kolping

Às 19h30min – Missa na Catedral

MISSAS DA SEMANA:

Dia 18/01 (Quarta-feira)

16h – Missa na Comunidade de Lage

17h – Missa na Comunidade de Cruzeiro

Dia 20/01 (Sexta-feira)

16h – Missa na Comunidade de Cazumba

17h – Missa na Comunidade de Passagem Velha

Dia 21/01 (Sábado)

17h – Missa na Comunidade de Estiva

19h30min – Comunidade da Pêra

REFLETINDO



(Mateus 23,1-12)

1Depois, Jesus falou às multidões e aos discípulos: 2“Os escribas e os fariseus sentaram-se no lugar de Moisés para ensinar. 3Portanto, tudo o que eles vos disserem, fazei e observai, mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. 4Amarram fardos pesados e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo. 5Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros, usam faixas bem largas com trechos da Lei e põem no manto franjas bem longas. 6Gostam do lugar de honra nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, 7de serem cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de ‘rabi’. 8Quanto a vós, não vos façais chamar de ‘rabi’, pois um só é vosso Mestre e todos vós sóis irmãos. 9Não chameis a ninguém na terra de ‘pai’, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10Não deixeis que vos chamem de ‘guia’, pois um só é o vosso Guia, o Cristo. 11Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. 12Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.

3) Reflexão Mateus 23,1-12

* O evangelho faz parte da longa crítica de Jesus contra os escribas e fariseus (Mt 23,1-39). Lucas e Marcos têm apenas alguns trechos desta crítica contra as lideranças religiosas da época. Só o evangelho de Mateus traz o discurso por inteiro. Este texto tão severo deixa entrever com era grande a polêmica das comunidades de Mateus com as comunidades dos judeus daquela época na Galiléia e Síria.

* Ao ler estes textos fortemente contrários aos fariseus devemos tomar muito cuidado para não sermos injustos com o povo judeu. Nós cristãos, durante séculos, tivemos atitudes anti-judaicas e, por isso mesmo, anti-cristãs. O que importa ao meditar estes textos é descobrir o seu objetivo: Jesus condena a incoerência e a falta de sinceridade no relacionamento com Deus e com o próximo. Ele está falando contra a hipocrisia tanto a deles de ontem, como a nossa de hoje!

* Mateus 23,1-3: O erro básico: dizem mas não fazem

Jesus se dirige à multidão e aos discípulos e faz uma crítica aos escribas e fariseus. O motivo do ataque é a incoerência entre a palavra e a prática. Falam e não praticam. Jesus reconhece a autoridade e o conhecimento dos escribas. “Estão sentados na cátedra de Moisés. Por isso, observai o que eles mandam! Mas não imitai suas ações, pois dizem mas não fazem!”

* Mateus 23,4-7: O erro básico se manifesta de várias maneiras.

O erro básico é a incoerência: “Dizem mas não fazem”. Jesus enumera vários pontos que revelam a incoerência. Alguns escribas e fariseus impunham leis pesadas ao povo. Eles conheciam bem as leis mas não as praticavam, nem usavam o seu conhecimento para aliviar a carga nos ombros do povo. Faziam tudo para serem vistos e elogiados, usavam roupas especiais de oração, gostavam dos lugares de honra e das saudações em praça pública. Queriam ser chamados de “Mestre!” Eles representavam um tipo de comunidade que mantinha, legitimava e alimentava as diferenças de classe e de posição social. Legitimava os privilégios dos grandes e a posição inferior dos pequenos. Ora, se há uma coisa de que Jesus não gostava é de aparências que enganam.

* Mateus 23,8-12: Como combater o erro básico.

Como deve ser uma comunidade cristã? Todas as funções comunitárias devem ser assumidas como um serviço: “O maior entre você será aquele que serve!” A ninguém devem chamar de Mestre (Rabino), nem de Pai, nem de Guia. Pois a comunidade de Jesus deve manter, legitimar e alimentar não as diferenças, mas sim a fraternidade. Esta é a lei básica: “Vocês todos são irmãos e irmãs!” A fraternidade nasce da experiência de que Deus é Pai, o que faz de todos nós irmãos e irmãs. “Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado!”

* O grupo dos Fariseus. O grupo dos fariseus nasceu no século II antes de Cristo com a proposta de uma observância mais perfeita da Lei de Deus, sobretudo das prescrições da pureza. Eles eram mais abertos às novidades do que os saduceus. Por exemplo, aceitavam a fé na ressurreição e a fé nos anjos, coisa que os saduceus não aceitavam. A vida dos fariseus era um testemunho exemplar: rezavam e estudavam a lei durante oito horas por dia; trabalhavam durante oito horas para poder sobreviver; faziam descanso e lazer durante oito horas. Por isso, tinham grande liderança junto do povo. Deste modo, eles ajudaram o povo a conservar sua identidade e a não se perder, ao longo dos séculos.

* A mentalidade chamada farisaica. Com o tempo, porém, os fariseus se agarraram ao poder e já não escutavam os apelos do povo nem deixavam o povo falar. A palavra “fariseu” significa “separado”. A observância deles era tão estrita e rigorosa, que eles se distanciavam do comum do povo. Por isso, eram chamados de “separados”. Daí nasce a expressão "mentalidade farisaica" É de pessoas que pensam poder conquistar a justiça através de uma observância estrita e rigorosa da Lei de Deus. Geralmente, são pessoas medrosas, que não têm coragem de assumir o risco da liberdade e da responsabilidade. Elas se escondem atrás das leis e das autoridades. Quando estas pessoas alcançam uma função de mando, tornam-se duras e insensíveis para esconder a sua imperfeição.

* Rabino, Guia, Mestre, Pai. São os quatro títulos que Jesus proíbe a gente de usar. Hoje, na igreja, os sacerdotes são chamados de “pai” (padre). Muitos estudam nas universidades da igreja e conquistam o título de “Doutor” (mestre). Muita gente faz direção espiritual e se aconselha com pessoas que são chamadas “Diretor espiritual” (guia). O que importa é que se tenha em conta o motivo que levou Jesus a proibir o uso destes títulos. Se forem usados para a pessoa se firmar numa posição de autoridade e de poder, ela estará errada e cai debaixo da crítica de Jesus. Se forem usados para alimentar e aprofundar a fraternidade e o serviço, não caem debaixo da crítica de Jesus.

Oração :

Ouvirei o que diz o Senhor Deus:
ele anuncia paz para seu povo, para seus fiéis,
para quem volta para ele de todo coração.
Sua salvação está próxima de quem o teme
e sua glória habitará em nossa terra. (Sl 84, 9-10)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

5ª NOITE DO NOVENÁRIO DO SENHOR DO BONFIM


Como tem acontecido nesses dias na Catedral Diocesana do Senhor do Bonfim, casa cheia de fieis devotos do padroeiro dessa paróquia que está vivenciando já as prévias de seu Bi-Centenário.

Foram responsáveis pela noite: Pastoral Familiar, Rosa Mística e ECC.

convidados: Comunidades Kolping, Tijuaçu, Fazenda Alto Bonito, Conceição, Polícia Militar e Família Mendes de Souza (Joilson, Rosania e filhos).

O tema da noite: Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia.

Em sua pregação Padre Alan disse: “hoje refletimos mais um dado de nossa fé, talvez um dos mais importantes do nosso credo por que são os mistérios da morte e ressurreição de Cristo e de onde conseguimos alcançar a nossa salvação de Deus em nossa vida”.

“Isso não quer dizer que, todas as ações de Jesus na história da salvação não sejam importantes, mas a sua paixão de cruz foi o fim do grande projeto do Pai para toda a humanidade”.

Jesus cumpre com fidelidade esse projeto, por amor ao homem quando diz na cruz: ‘tudo está consumado’.
“A salvação da humanidade é realizada na cruz de Cristo, e a cruz simboliza para nós cristãos o amor de Deus por cada um de nós”

A noite foi repleta que fieis acompanharam a novena do lado externo da catedral.

As equipes estão cada dia mais motivadas, e nesse sábado (14) haverá um bingo no Espaço Jubilar.

No palco o artista bonfinense Big Raus abrilhantou a praça para o público presente.

Grupos responsáveis pela reza do terço no dia 13 de cada mês na Catedral – 12 hs


Dia 13 de janeiro – Legião de Maria

Dia 13 de fevereiro – Ministros Extraordinários

Dia 13 de março – ECC e Pastoral Familiar

Dia 13 de abril – Shalom e RCC

Dia 13 de maio – Missa às 12 hs

Dia 13 de junho – Apostolado da Oração

Dia 13 de julho – Fraternidade Pierre Vigne

Dia 13 de agosto – Terço dos Homens e Catequistas

Dia 13 de setembro – 3ª Idade e Vicentinos

Dia 13 de outubro – Mãe Rainha/ Pernambuquinho

Dia 13 de novembro – Cursilho e Jovens

Dia 13 de dezembro – Dizimistas e Batismo


Pe. José Elton do Nascimento Santana
Administrador Paroquial

Todo o povo de Deus é convidado a participar da reza do terço

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ROTEIRO DA PROCISSÃO DO SENHOR DO BONFIM DIA 17 DE JANEIRO DE 2012











HORÁRIO: 17 HORAS

Saindo da Catedral Diocesana, percorrendo a Praça Juracy Magalhães, as Ruas: Rui Barbosa, Barão do Cotegipe, Coronel Antonio Felix, Floriano Peixoto (em frente ao colégio estadual senhor do Bonfim), Praça Nova do Congresso (passando pelo shopping), Praça Dr. Antonio Gonçalves, chegando à Catedral Diocena onde acontecerá a Benção Final.

Cinco Anos Sem Dom Jairo Rui Matos da Silva


Lápide do Túmulo de Dom Jairo Rui Matos da Silva

Dom Jairo faleceu na Casa de Retiro São Francisco, em Salvador, nesta sexta-feira (12/01) por volta das 04 horas.

O Velório realizou-se na Catedral Diocesana de Senhor do Bonfim, e o sepultamento aconteceu na própria Catedral, na manhã de hoje (13).

Dados Biográficos

Nasceu aos 03 de julho de 1929, filho de Dário Borges da Silva e Eutália Matos da Silva, na cidade de Castro Alves (BA). Fez os estudos iniciais em sua terra natal. Em 1942 ingressou no Seminário Menor de São Vicente de Paulo (em Itaparica) pela Arquidiocese de São Salvador que era dirigido pelo arcebispo primaz D. Augusto Álvaro da Silva, mais tarde elevado a cardeal. Dois anos depois foi transferido para Salvador (Seminário São José), onde continuou os estudos eclesiásticos.

Teve como formadores os padres lazaristas. Terminou os estudos filosóficos e teológicos, em 08/12/1954. e foi ordenado sacerdote na Igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Castro Alves (BA). O bispo que o ordenou foi dom Florêncio Sizinio Vieira (de Amargosa).

Foi nomeado Vigário paroquial de Santo Antonio de Jesus (em 29/12/1954). Após a morte do pe. Antonio Oliveira, titular, foi nomeado pároco. Em 11/01/1963 foi transferido para Jequié (paróquia Santo Antonio de Pádua). Ali permaneceu durante 11 anos, até sua nomeação como bispo da diocese de Bonfim (aos 16 de janeiro de 1974), pelo papa Paulo VI.

Foi ordenado bispo no dia 05 de maio na praça da Igreja Matriz de Jequié. Chegou à cidade de Sr. do Bonfim no dia 02 de junho de 1974, tomando posse com 5º bispo da diocese. No dia 08/12/2004 celebrou o 50º aniversário de ordenação sacerdotal e 30º aniversário de ordenação episcopal com um grande número de fiéis, presbíteros, religiosos e religiosas, bispos, amigos e amigas de seminário (ainda vivos). Durante esses anos de magistério episcopal à frente da diocese de Bonfim, podemos destacar alguns de seus trabalhos. Restaurou um prédio dos Vicentinos, onde funciona desde 1975 um Artesanato que já preparou até hoje mais de 500 (quinhentas) pessoas pobres.

Reformou o atual Ginásio Diocesano, adaptando-o, também, para formação de agentes da pastoral. Criou o boletim mensal intitulado “Ressurreição e Vida” cujo 1º número saiu no mesmo mês de sua chegada. Apoiou a fundação do sindicato dos trabalhadores rurais e a Associação das Lavadeiras de Senhor do Bonfim. Adquiriu e recuperou algumas casas, salões paroquiais, igrejas e capelas. Construiu uma nova cúria, tendo ao lado um salão - Auditório e um conjunto de salas para as diversas comissões de trabalho pastoral.

Introduziu a prática das Assembléias diocesanas para avaliação e planejamento das atividades apostólicas e dividiu a diocese em 5 Zonais a fim de que as paróquias mais próximas pudessem se encontrar para revisão e planejamento dos trabalhos de evangelização. Aceitou e incentivou o projeto “Igreja Irmãs” entre as diocese de Santa Catarina e as da Bahia. Fundou a Obra Kolping cuja finalidade é formar a juventude pelo trabalho, pela religião e pela recreação. Promoveu a “Missão da terra” para irmanar e esclarecer os camponeses no seu esforço e na sua conquista por um mundo mais justo.

CNBB

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

MAIS UMA VEZ FIEIS DEVOTOS DO SENHOR DO BONFIM SUPERLOTARAM CATEDRAL NA 4ª NOITE DO NOVENÁRIO


Pregador da 4ª noite do novenário Padre Jucimário Pereira de Carvalho, da Paróquia de Santo Antonio de Queimadas esteve apresentando suas palavras referentes ao tema “Nasceu da Virgem Maria”.
Disse o padre: “duas coisas são importante, primeiro lembrar que é um artigo do Credo Jesus foi concebido do Espírito Santo e nasceu da Virgem Maria, assim nós lembramos a bondade de Deus com a humanidade que nos presenteia com seu filho, esse Filho nasceu de uma mulher, e essa mulher foi a Virgem Maria assim como nós sabemos e os evangelhos retratam”.

Ele lembrou outro ponto importante que foi a disponibilidade de Maria a escuta dela a ação de Deus, se tornando para o povo modelo de fé e de oração.

“Os dois pontos a graça de Deus sobre Maria pelo poder do Espírito Santo e a sua disponibilidade que se ofereceu a Deus onde as maravilhas de Deus se fizeram reais na vida dela”, lembrou o Padre.

Padre Jucimário que esteve presente na abertura e na 3ª noite do novenário enalteceu a presença do povo cristão devoto ao Senhor do Bonfim, que segundo o padre esse povo trás no coração a esperança de um mundo novo, de uma vida nova de um mundo mais justo mais fraterno a partir da fé em Deus e no Senhor do Bonfim.

As 7h da manhã houve a Celebração da Missa Votiva de Nossa Senhora e Benção das casas e dos automóveis (trazer as chaves das casas e dos veículos para serem abençoados)

19h30min - Novena

Tema: Nasceu da Virgem Maria,

Evangelho: Lc 1, 26-38

Responsáveis: Movimento de Cursilho de Cristandade, Pastoral do Dízimo.

Noiteiros: Comunidades de Tanquinho, Várzea do Mulato, Butiquinho, Alto da Maravilha, Funcionários da Coelba e Família Soares de Araújo (Aurélio, Janinde, Maria Conceição, Jailde, Getúlio, Antônio, Edvaldo, João, Jamile, filhos, sobrinhos e neto); Família Soares da Silva (Zilda e Maria Soledade).

Nessa noite no Espaço Jubilar o bom gosto musical ficou por conta de Wagner Rosa que dispensa comentários.