domingo, 10 de janeiro de 2021

2ª NOITE DO NOVENÁRIO DA FESTA DO SENHOR DO BONFIM

“Abriram-se os céus e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu filho muito amado escutai-o, todos vós (Mc, 9,7)”.

         Neste segundo dia, registramos a participação do Pe. Jarbas Gonçalves (Pároco da Paróquia do Senhor do Bonfim), Pe. Johnny Silva Paróquia do Senhor do Bonfim/Chanceler da Diocese de Bonfim) e Diácono Laerte.

        Iniciando sua homilia, saudou os segmentos religiosos, grupos, movimentos, pastorais, coral, liturgia, força viva da paróquia. Argumentou que fomos chamados por Cristo e por Ele fomos reunidos nessa noite que nos introduz no Domingo dia do Senhor. Reunidos para não estarmos somente unidos entre nós, mas juntos voltarmos para o Senhor, nosso olhar, para escutar sua palavra e participar da santa celebração eucarística.

      Hoje, é o segundo dia da Novena que nos prepara a Festa do Senhor do Bonfim. Cada dia, os cantos refletem um aspecto novo, um aspecto diferente no mistério de Cristo. Porém, somo cada vez mais convictos de que quantos mais mergulharmos mais ainda precisaríamos mergulhar na profundidade do amor de Deus por nós. Por isso, o apóstolo São Paulo nos diz escrevendo ao Romanos: Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Sim, cada noite estamos vivendo, meditando um aspecto que brota do mistério da Cruz do Senhor. E o fazemos porque sabemos, porque estamos conscientes de que não se ama aquilo que não se conhece. Precisamos conhecer melhor a Cristo para amá-lo ainda mais, com mais intensidade e veracidade.

        Reportando aos ensinamentos de Santo Agostinho, explanou que a tantos anos ele nos diz: “ Conhecer para amar e amar para conhecer”. Por isso, gostaria de nesta noite com os irmãos presentes e aqueles que nos acompanham através das diversas mídias sociais, graças a nossa Pascom paroquial, gostaria de meditar sobre um aspecto que brota do Batismo do Senhor que já iniciamos a celebrar. Esse aspecto é a sua realeza. Com o batismo, Cristo é ungido Rei dos Céus e da Terra. Através dos séculos, ainda no Antigo Testamento, e até nos tempos atuais quando rei é coroado, ele é antes ungido. A própria palavra “Cristo” nos remete ao mistério de sua unção real. Cristo é o filho de Davi, Cristo é o Rei de Israel. Cristo é Rei porque é Deus. Deus é Deus, rezamos no Credo. Luz da Luz, Deus verdadeiro e Deus verdadeiro. Ele não é um homem que viveu no passado e que lembramos assim como lembramos de tantos personagens importantes da história.

       A Festa do Padroeiro não é uma semana da pátria que nos prepara para o 7 de setembro onde lembramos a nossa independência do rei de Portugal. Festejar a Festa do Padroeiro é muito mais profundo. É viver algo que se tá no presente, que tem a ver comigo em primeira pessoa, pois Jesus continua conosco até a consumação dos séculos como lemos no último capítulo de São Mateus. Um grande pecado de nosso tempo é pensar que Jesus voltou aos Céus e nos deixou aqui na Terra. Ele está conosco todos os dias até o fim dos tempos. Está conosco na Eucaristia onde revela a intensidade de seu nome “Deus conosco”. Jesus é o mesmo de ontem, hoje e sempre.

       No final de sua homilia, desejou que o Senhor do Bonfim nos abençoe e no ajude, hoje e sempre.