sexta-feira, 6 de abril de 2012
MISSA DA BENÇÃO DOS SANTOS ÓLEOS EM BONFIM
Dirigindo-se aos sacerdotes, diáconos irmãs, e irmãos consagrados, e aos radio ouvintes, e demais cristãos, D. Francisco Canindé, presidiu a celebração da Santa Missa dos Santos Óleos, nessa quinta-feira santa, onde os congregados lotaram a Catedral, para acompanharem a celebração de renovação dos votos sacerdotais e a benção dos Óleos Santos.
“nesta santa missa crismal de quinta-feira santa somos convidados também como sacerdotes, a rever a tentação do ativismo em que vivemos e contemplar novamente o confessionário e púlpito atentos a locução do Santo Padre Bento XVI, a penitenciaria apostólica de 11 de março de 2010”.
Perguntamos a D. Francisco sobre a importância da celebração da missa dos santos Óleos na Quinta-feira santa.
“A Igreja na quinta-feira santa rememorando a instituição do sacerdócio e da Eucaristia reúne, todos os presbíteros ao redor do Bispo, para que possa benzer os óleos, o óleo dos catecúmenos que servirá para os batismos, o óleo dos enfermos, que chegará como bálsamo junto aqueles que sofrem e o óleo do santo crisma que serve para confirmação e para as ordens sacras”.
Durante a eucaristia celebrada na manhã dessa quinta-feira santa, todo o presbitério renovou as suas promessas sacerdotais, feita no dia da ordenação sacerdotal, onde o Bispo refaz as perguntas, e os sacerdotes confirmam seus votos e promessas, e juntos ao Santo Padre o Papa Bento XVI, revivem todo esse mistério junto a Igreja.
Estiveram presentes todos os sacerdotes da Diocese de Bonfim, com exceção de padre João Zacarias,que encontra-se enfermo.
Vários fieis católicos vindos de varias paróquias da Diocese estiveram presentes, na manhã dessa quinta em Bonfim, tais como os agentes das pastorais do Batismo, da Crisma, da Saúde e demais Pastorais, Movimentos, Serviços, Irmandades e Grupos que formam a Diocese.
Óleo do Santo Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando a plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. ESTE ÓLEO É CONSAGRADO, ÓLEO DE CONSAGRAÇÃO! É usado no sacramento da Confirmação (Crisma), quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. Óleo usado também na consagração dos altares de nossas igrejas.
Óleo dos Catecúmenos - ESTE ÓLEO É ABENÇOADO! Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito.
Óleo dos Enfermos - OUTRO ÓLEO ABENÇOADO NESTE DIA. É usado no sacramento dos enfermos, conhecido como “extrema unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus.
domingo, 1 de abril de 2012
REFLEXÃO DA LITURGIA DO DOMINGO DE RAMOS / 2012
“(…) em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pés de Cristo. (…) prostremo-nos a seus pés como mantos estendidos.” (Santo André de Creta, Bispo, Oratio 9 “in ramos palmarum”
Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor tem início para nós a Semana Santa, a “Grande Semana” como era chamada pelos antigos. Era assim chamada em virtude de nela se concentrarem as celebrações que nos colocam em contato com o mistério da morte e ressurreição de nosso Divino Redentor.
Embora,em cada Eucaristia, o Mistério Pascal de Cristo, ou seja, a sua morte e ressurreição, se atualize para nós, nesta semana, através de celebrações muito específicas, somos confrontados com cada passo de nosso Salvador em direção à sua Páscoa, desde a entrada triunfante em Jerusalém, até a manhã gloriosa do sepulcro vazio.
Hoje, nosso Senhor entra triunfalmente em Jerusalém. É aclamado como “Filho de Davi”, um título messiânico. Nosso Senhor passa por cima de ramos e mantos estendidos e até mesmo da boca das criancinhas sai a proclamação: “Bendito o que vem em nome do Senhor!” Mas, estes mesmos que aqui o aclamam como Senhor e Rei, gritarão daqui a pouco: “Fora com Ele! Crucifica-o!” É o mistério do pecado; é o mistério da ingratidão infinita dos homens, que não souberam reconhecer que o Amor os visitava.
O amor infinito de Deus está hoje diante dos nossos olhos, revelado em Jesus Cristoque se entregou por nós no madeiro da cruz. Hoje a Palavra nos coloca em contato, com o Cristo que se esvazia para nossa salvação. A primeira leitura de hoje é do livro do profeta Isaías, e nos traz o “terceiro canto do Servo de IHWH”. Esta figura misteriosa profetizada por Isaías, alguém que assumiria sobre si os pecados dos homens, é o próprio Cristo, que assumiu no seio da Virgem a nossa humanidade a fim de oferecê-la na cruz, para nossa salvação. Como não reconhecer nestas palavras o Cristo: “Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas…”
Ele fez tudo isso por nós. Ele experimentou o abandono e sentiu-se angustiado no madeiro da cruz, como nos revela o Salmo 21, que o próprio Cristo rezou sobre a cruz como nos testemunha o evangelista Marcos: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste…” Paulo também nos testemunha esta entrega total do Cristo por nós na segunda leitura. Este trecho da carta aos Filipenses nos apresenta o mistério do esvaziamento de Cristo. Afirma o apóstolo, que sendo igual ao Pai em divindade e existindo desde toda a eternidade junto do Pai, Cristo quis voluntariamente abrir mão da sua glória a fim de nos salvar. Ele não abriu mão da sua divindade, pois continuou sendo Deus, mas abriu mão da sua glória, daquela glória que Ele revelou aos discípulos no Monte Tabor, daquela glória que Ele sempre teve junto do Pai, a fim de ser igual a nós em tudo, exceto no pecado. Paulo nos diz que Ele assumiu a “condição de servo”, ou seja, sendo Deus, assumiu a forma da criatura e tornou-se igual aos homens: propenso ao sofrimento, às angústias desta vida terrena, à caducidade de nossa condição “pós-lapsária” e condenado a morrer.
Ele “humilhou-se” a si mesmo diz o apóstolo; Ele fez a sua kénosis; Ele se fez obediente até a morte e “morte de cruz”, acrescenta Paulo. Ele não somente assumiu voluntariamente a morte, da qual nós corremos, mas o pior gênero de morte: a morte de cruz, a morte dos malditos, a morte dos criminosos, a morte daqueles – segundo a concepção hebraica – que estavam completamente separados de Deus. O “Filho Bendito” fez-se “maldito” por nós.
E o que fez o Cristo entregar-se assim? Duas coisas: primeiro, a sua confiança infinita no amor do Pai; segundo, o seu amor infinito pelos homens, aos quais Ele desejava revelar o amor do Pai através do seu sacrifício de salvação, que introduziu-nos na vida e no amor bem-aventurado da Trindade Santa. Jesus se entregou assim porque Ele sabia que o seu destino não estava nas mãos dos homens, mas nas mãos amorosíssimas do Pai. Cristo se entregou na cruz, porque Ele conhecia o amor do Pai por Ele, um amor que não o deixaria nas trevas da morte, e Ele queria revelar aos homens feridos pelo pecado esse amor; Ele queria reintroduzir os homens nesta dança de amor que é a vida da Trindade.
O pecado cortou no homem essa capacidade de sentir-se plenamente amado. O homem que até então olhava para cima, para o amor do Pai, passou a olhar para baixo, somente para as criaturas, fez-se o centro de tudo e encontrou a morte. Jesus veio religar-nos com a vida da Trindade através do seu sacrifício reparador. Ele assumiu uma existência como a nossa e a ofereceu voluntariamente, a fim de derrotar a morte que tentou abraçá-lo. Ao abraçar a Fonte da Vida, a morte encontrou o fim do seu reinado. As leituras confirmam essa confiança de Cristo no amor do Pai que o ressuscitaria. Assim vemos na primeira leitura onde o Servo proclama: “Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo.” E ainda o Samo 21: “Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!” E Paulo confirma: “Por isso, (por causa da sua entrega total e confiante) Deus o superexaltou e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.”
O próprio Cristo na cruz, não aqui neste relato da Paixão que lemos, mas no relato da Paixão segundo Lucas (Lc 23,46) exclama: “Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.” Cristo se entrega confiantemente nas mãos do Pai, porque Ele sabe que o Pai o ama e ressuscitá-lo-a. Cristo morre por nós a fim de nos revelar que o Pai nos ama; que no seu sacrifício toda a Trindade está presente a fim de que sejamos salvos e reintroduzidos na posse da vida eterna.
Ao contemplarmos este mistério de amor, devemos glorificar a Deus. Devemos “agitar os nossos ramos espirituais” como nos diz Santo André de Creta. Devemos nos prostrar em adoração como nos diz o mesmo Santo em um de seus escritos: “(…) em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pés de Cristo. (…) prostremo-nos a seus pés como mantos estendidos.” (Santo André de Creta, Bispo, Oratio 9 “in ramos palmarum”)
Caríssimos, até que cheguemos na vida eterna que o Cristo conquistou para nós no madeiro da cruz, devemos passar também pelo mistério da nossa cruz. Mas, devemos nos lembrar que na cruz d’Ele a nossa também estava significada. Devemos confiar como Ele confiou e devemos nos entregar como Ele se entregou. Nós não somos vítimas de nada nem de ninguém. Ainda que tomem a nossa vida, nós estamos sempre nas mãos do Pai como Cristo.
E o Amor do Pai nos ressuscitará. Nunca cairemos das mãos de Deus. Podemos, se quisermos, descer dela e vivermos por nós mesmos; mas Ele nunca nos deixará cair de suas mãos santas. Ele nos segura e sustenta. Em nossas cruzes não desanimemos, mas façamos como Cristo, continuemos caminhando com o rosto “impassível como pedra” como dizia Isaías na primeira leitura, confiando que no final de tudo, o amor infinito do Pai que o Cristo nos revelou, fará conosco como fez com o Cristo, nos ressuscitará e nos colocará no Reino que para nós está preparado desde a fundação do mundo.
Neste Reino, Cristo entrou gloriosamente, porque Ele é o Rei e sempre foi assim. Seguindo-o entraremos também nós neste Reino de amor e comunhão infinitos. Confiemos no Pai, abandonemo-nos nas mãos d’Ele e continuemos em Paz.
CNBB REGIONAL LESTE 1
PROCISSÃO DO ENCONTRO
Dando prosseguimento à Programação da Semana Santa, nesta sexta-feira (30/3), ficou marcada pelo Dia da Procissão do Encontro: saindo a Imagem do Senhor dos Passos da Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro com a participação do Pe. João Eleutério, na Comunidade Kolping, realizando uma parada em frente ao Hospital Regional para orações pelos nossos enfermos e profissionais da saúde relembrando o momento da Campanha da Fraternidade/2012 quer tem como Tema: "Fraternidade e saúde pública",
e, a Imagem de Nossa Senhora da Soledade, comandada pelo Pe. José Elton, da Capela de Nossa Senhora de Fátima, no Alto da Maravilha. O encontro aconteceu em frente à Catedral Diocesana. No momento deste, contamos com a presença do Excelentíssimo e Reverendíssimo Dom Francisco Canindé Palhano, Bispo Diocesano, quer recebeu as imagens conduzidas por um grande número de fiéis. Registramos um momento de muita oração, fé e emoção iluminada pela chamas das velas.
Ao chegar à frente da Catedral Pe. João Eleutério, em sua mensagem de meditação, citou alguns trechos bíblicos e proferiu comentários para que os fiéis realizassem suas reflexões:
Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem (Lc 23,24)
Hoje estarás comigo no paraíso (Lc 23,43)
Mulher eis aí teu filho, eis aí tua mãe (Jo 19, 26-27)
Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes? (Mc 15,34)
Tenho sede (Jo 19,28)
Tudo está consumado (Jo 19,30)
Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito (Lc 23,46)
Na sua fala, Dom Francisco Canindé Palhano traduziu as expressões de sentimentos de dor e compaixão contidos nos olhares de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora da Soledade. Reforçou a importância e o significado de nós, enquanto cristãos, vivermos e relembrarmos esses momentos tão significativos da Semana Santa e, por fim realizou a Benção Final.
Pascom
Paróquia do Senhor do Bonfim
quinta-feira, 29 de março de 2012
PROGRAMAÇÃO NA CATEDRAL ESSE FINAL DE SEMANA

O tempo da quaresma nos motiva e nos encaminha para a santidade. Em meio às adversidades dos nossos dias, o Senhor permanece conosco, Ele que venceu a morte e nos garantiu a vida plena.
Celebrando, pois a vida, nestes 200 anos de criação da nossa Paróquia, vimos convidar V. As. Ilma. Família, para participar de todas as solenidades da Semana Santa.
Que o Senhor, pela sua páscoa e ressurreição nos conduza a um bom fim!
Em Cristo o vencedor.
Padre José Elton do Nascimento Santana – Pároco.
PROGRAMAÇÃO
29/03 - Quinta-feira:
5hs: Missa na Capela de Nossa Senhora Aparecida, no Alto do Cigano, em seguida Procissão penitencial até a Catedral, onde haverá a exposição do Santíssimo Sacramento.
9 às 12hs: Adoração ao Santíssimo em todas as Capelas.
19h15min: Benção do Santíssimo e Missa na Catedral.
30/03 – Sexta-feira: Dia do Encontro
7hs: Missa na Catedral
19hs: Procissão do Encontro: saindo a imagem do Senhor dos Passos da Capela Nossa Senhora Perpétua Socorro, na Kolping e a imagem de Nossa Senhora da Soledade da Capela de Nossa Senhora de Fátima, no Alto da Maravilha, com encontro defronte a Catedral Diocesana.
Procissão de Nossa Senhora – Todas as Mulheres.
Procissão do Senhor dos Passos – Todos os Homens da Paróquia sob responsabilidade dos homens do terço.
31/03 – Sábado: Dia da Doação ao Irmão
7hs – Missa na Catedral
17hs – Benção e Missa de Ramos na Capela de São Benetido, em Tijuaçu, na Capela de Nossa Senhora da Conceição, em Estiva e na Capela de Santo Antonio, em Tanquinho.
19h30min – Benção e Missa de Ramos na Catedral, na Capela de Cristo Redentor, no Santo Dumont e na Capela de Nossa Senhora das Graças, na Pêra.
Atenção: Grande coleta da Campanha da Fraternidade nas missas da Catedral e de todas as Capelas e comunidades urbanas e rurais, neste sábado e no domingo.
CATEQUESE EM AÇÃO: TRÍDUO PASCAL
Quaresma e Páscoa são tempos litúrgicos que contêm o ponto central da vida cristã, o Mistério Pascal: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. E, no sentido de aprofundar o conhecimento dos mistérios cristãos e participar mais ativamente das ações litúrgicas a Paróquia do Senhor do Bonfim, sob a coordenação nosso Bispo Diocesano, Dom Francisco Canindé Palhano, organizou a Catequese direcionada ao significado do TRÍDUO PASCAL que contou com o público alvo oriundo de Grupos, Movimentos, Serviços, Comunidades e Pastorais.
A Catequese aconteceu no período de 21 a 23, próximo passado, na Cúria Diocesana que, segundo depoimentos de participantes, contribuiu para a melhoria dos conhecimentos a fim de propiciar um profundo sentido de cada celebração, dinamizando e colocando em destaque os aspectos simbólicos deste grande Mistério Pascal.
Pascom da Paróquia do Senhor do Bonfim
ROTEIRO DA PROCISSÃO DO SENHOR MORTO
PARÓQUIA DO SENHOR DO BONFIM
O Tempo da Quaresma nos motiva e nos encaminha para a santidade. Em meio às adversidades dos nossos dias, o Senhor permanece conosco. Ele que venceu a morte e nos garantiu a vida plena.
Celebrando, pois a vida, nestes 200 anos de criação de nossa Paróquia, vem convidar Vossa Ilustríssima Família para participar de todas as solenidades da Semana Santa.
Que o Senhor, pela sua páscoa e ressurreição, nos conduza a um bom fim!
Na oportunidade, informamos o roteiro da Procissão do Senhor Morto:
Saída: Catedral;
Visconde do Rio Branco
Praça Alexandre Goes (Praça do INSS)
Praça Lauro de Freitas (passando em frente ao Novo Leste Hotel)
Rua Manoel Vitorino (frente à Capela das Sacramentinas)
Praça Nova do Congresso
Rua Floriano Peixoto ( passando pela sociedade 25 de janeiro)
Rua Coronel Antonio Felix
Rua Barão do Cotegipe
Rua Rui Barbosa (passando pela Caixa Econômica)
Catedral
Pastoral da Liturgia
Pe. José Elton do Nascimento Santana
Pároco
sexta-feira, 23 de março de 2012
REFLEXÃO DO
No Evangelho do próximo domingo (25/3/2012) nos fala que na busca incessante do amor do Pai descobrimos o quanto é maravilhoso fazer parte da família abençoada de Deus. Nada se compara a dedicação do Nosso Pai para com seu povo. Ele foi grande e fraternoso na dedicação com olhar penetrante de um guardião. Ele quis e deseja a felicidade integral de todos.
Para conhecer por dentro de quão maravilhoso foi a cumplicidade do Criador para com sua criatura, faz-se necessário atitudes arrojadas, como diz no Evangelho: é preciso morrer para o mundo terreno para viver no Cristo, caso não morra para as coisas supérfluas, não conhecerá a vida eterna em plenitude.Enquanto os filhos de Deus permanecem apegados ao mundo materialista, complexo e dividido, as portas do céu não serão abertas na totalidade. Para tanto, o despojamento é imprescindível para que a semente seja destruída na terra com a finalidade da germinação perfeita. Assim, o arbusto crescerá, florirá e produzirá frutos de boa qualidade.
Deus fez aliança com o povo que sofria no Egito. Ele pegou pelas mãos e encaminhou para um lugar seguro. Caminhou com seu povo em todos os segmentos das dificuldades. Moisés foi o grande líder, sentiu as dores e pediu socorro para aliviar as tensões. O Senhor nunca deixou de lado seus filhos amados. Esteve presente em todos os momentos.
Na aliança firmada com o povo escravo do Egito firmava a confiança e a dedicação no Deus que dá a vida e salva. Este Deus colocou todas as esperanças no cumprimento e do acordo: seguir o Deus da vida e do amor. Mas nem tudo foi cumprido.
O povo salvo da escravidão revoltou contra o Senhor salvador. Dividiu em Israel e Judá. Criou suas inovações a partir de suas necessidades e esqueceu-se do Senhor teu Deus e Pai de Bondade. Na arrogância do viver-bem distanciava da aliança e tentou imprimir sua força terrena.
Entretanto, o Senhor não desanimou do seu povo ao quebrar a aliança e afirmou segundo o profeta Jeremias: ”imprimirei minha lei em suas entranhas e hei de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo” (Je 31, 33). A persistência com o povo desgarrado foi a marca do Senhor para conter a ímpeto malcriado de uma legião que no passado foi salva do tronco e da brutalidade. Assim, ao imprimir as leis no coração de cada um, passará a conhecer de perto o verdadeiro significado da vida e humildemente o Senhor finalizou: “perdoarei sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado”. (Je 31, 34).
Não tem ensinamento maior do que o perdão. Ele transfigura no ser de Deus e faz o cristão mais íntimo ainda do criador. Perdoar as maldades ou as atrocidades cometidas e ser persistente, elevando a lei no coração infiel, demonstram o quanto o Senhor aplaude as vicissitudes de seus amados.
Contudo muitos cristãos de hoje ainda não encontraram e não sentiram a lei do Senhor em seus corações. Pelas atitudes maldosas, ações interesseiras e desamor com o outro confirma a falta do ensinamento do Evangelho. O mundo dos cristãos consome vivos os filhos de Deus para engrandecer pelas conquistas terrenas. Mata o irmão por notar que está atrapalhando seus privilégios, não expressa sentimentos de misericórdia e nem da solidariedade.
Todavia, para selar a aliança com seu povo e amolecer o coração do homem pecador Deus enviou seu filho para a terra. Jesus em missão, percebendo a insensatez no coração maldoso do homem dirigiu súplicas àquele que era capaz de salvá-lo da morte. Claro que foi ouvido, pois o Senhor retamente atende as aflições de quem o pede.
O atendimento foi possível porque Jesus foi um filho obediente. Entendeu que para ser acolhido seria necessário uma ínfima ligação com o Pai. Seus preceitos de glórias e bondade estariam disponíveis para quem deles seguissem com carinho. Portanto, Jesus foi um filho amoroso com o Pai e dele aprouve-lhe todo o bem.
O que impede alcançar a salvação da alma são os interesses alheios às coisas de Deus. O homem vivia no pecado, cada um pensava ser mais poderoso do que o outro, não se contentava com o disponível para o viver e, para tal, buscava a satisfação nas ilusões da vida. Tanto foi na época de Jesus como hoje. Enquanto consegue subtrair comodidade de suas ações nem dá bola para Deus, mas basta a casa desabar em sua cabeça que o pedido de socorro não demora. Lembra de Deus nas ocasiões mais dramáticas, cobra de Deus urgência nos pedidos e, caso não aconteça na forma que pediu, revolta-se, fala mal e briga com o Pai. Ao entrar no desespero para não perder tudo, atira-se para todo lado, inclusive passa acreditar em soluções imediatistas sem precedentes. Que complicação!
Caros leitores, as coisas de Deus são boas, mas para entrar na sua magnitude é preciso desfazer de muitas cosas. Veja no Evangelho de João. Jesus estava em Jerusalém pregando no Templo durante a festa dos judeus. Alguns queriam falar com ele, inclusive pagãos da Grécia e veja que lições ganharam: “se um grão de trigo não for jogado na terra e não morrer, ele continuará a ser apenas um grão. Mas, se morrer, dará muito trigo. Quem ama a sua vida não terá a vida verdadeira; mas quem não se apega à sua vida, neste mundo, ganhará para sempre a vida verdadeira. Quem quiser me servir siga-me; e, onde eu estiver ali também estará esse meu servo. E o meu Pai honrará todos os que me servem”. Jesus propõe atenção para as coisas do Pai, nada adianta querer acumular e viver na vida terrena e perder a vida no Cristo Ressuscitado. Este período em que o homem vive na terra é pequeno demais em comparação com a vida no céu. A eternidade feliz se constrói no dia-a-dia e, para tanto, é preciso morrer para esta vida. Assim como o grão de trigo deve ser jogado na terra para morrer, o homem precisa morrer na terra para viver na vida consagrada com Deus.
Sabias palavras de João. Ele está convencendo sua comunidade a desgarrar do mundo material para voltar a Deus. A felicidade do homem não está nos apegos das coisas palpáveis, mas está no mundo metafísico da fé. Para tanto, a fé é um instrumento importante para acreditar que Jesus foi o compromisso do Senhor com o povo escolhido que veio trazer a libertação e vida para aqueles que ainda não conheciam.
A passagem de Jesus na terra não foi por acaso. Ele tinha um objetivo, não morrer na cruz, mas conduzir seus irmãos para um caminho da paz. A cruz foi a extensão do seu amor e exemplo de dedicação. Precisava morrer da forma violenta para o povo compreender a proposta da salvação. Tem-se aí o grão de trigo morrendo para garantir a vida em plenitude.
Como entoa o salmista: “criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito”. (Sl 50) Tende piedade Senhor porque vosso povo precisa de compaixão e espírito decidido renovado para afastar todos os males que vos perturbam. Mas não adianta só desejar e pedir, faz-se necessário agir, fazer algo, movimentar-se para estar em consonância com Deus.
Portanto, neste dia do Senhor, pedimos corajosamente a conversão, ou seja, a vontade de mudar da vida em pecado para a vida na fé e no compromisso com o projeto de libertação de Jesus. O querer sozinho não vai adiantar é preciso colocar a mão na massa para o bem fazer de Deus. Amém!
PASTORAL VOCACIONAL REUNIU JOVENS EM BONFIM
A Pastoral Vocacional esteve reunindo vários jovens de Bonfim num encontro motivador, despertando a importância de saber oque cada um quer para sua vida.
Lembramos que vocação não significa apenas, que o jovem será padre ou amoça será freira, mas vocação como diz a melodia "Todo amor termina em vocação", é fazer bem aquilo que você é chamado.
Irmã Socorro
Elisangela
Claúdio
Doronei
Mary Vânia
Pe Diego
Ir. Ana
Irnão Jhonny
Deus abençoe.
domingo, 11 de março de 2012
3º DOMINGO DA QUARESMA
AVISOS
Missas deste Domingo
Às 7 h - Missa na Catedral
Às 9h – Missa na Catedral
Às 11 – Missa no Carmelo
Às 15h – Missa de ACES na Catedral
Às 17h30min – Missa na Comunidade do Alto da Maravilha
Às 19h30min – Missa na Catedral
Missas DA SEMANA:
Dia 13/3 – Terça-feira .......Às 15h – Missa na Comunidade de Varzinha
Às 17h Missa na Comunidade do barro de Cim
Dia 14/3 – Quarta-feira......Às 16h – Missas nas Comunidades de Mulungu e Curandeira
Dia 16/3 – Sexta-feira .......Às 16h - Missa na Comunidade de Cazumba
Às 17h – Missa na Comunidade de Passagem Velha
Dia 17/3 – Sábado ............Às 17h – Missa na Comunidade de Estiva
Às 19h30min – Missa na Comunidade da Pêra
Atenção!
- No dia 18/3 (domingo), em frente à Prefeitura Municipal acontecerá o Bingo em prol das obras de reforma da Igreja José Esposo. As cartelas custam R$ 5,00 e, poderão, também, ser adquiridas na Secretaria da Catedral;
- A Coordenação do Grupo Mãe Rainha comunica aos Coordenadores de Grupos, Movimentos e Pastorais que, no dia 25/3, será realizada a Romaria com destino ao Santuário Mãe Rainha localizado na cidade de Salvador. Maiores informações na Secretaria da Catedral;
- Lembramos que no próximo dia 13/3, às 12h, na Catedral Diocesana, haverá a reza do terço sob a responsabilidade dos Grupos: Pastoral Familiar e ECC;
- Lembramos, ainda, que neste tempo de quaresma, a Igreja recomenda o silêncio e profunda reflexão da palavra de Deus. Portanto, devemos evitar aplausos após a proclamação do Evangelho.
- Comunicamos que no próximo dia 17/3, sábado, em todas as comunidades da Paróquia, comerá a catequese do Crisma. A inscrição poderá ser realizada em suas localidades ou na Secretaria da Catedral.
MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE COMEMORA 15 ANOS COM FEIJOADA
O MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE COM O BJETIVO DE ARRECADAR RECURSOS FINANCEIROS PARA A COMEMORAÇÃO DOS 15 ANOS DE EXISTÊNCIA PROVERÁ NO PRÓXIMO DIA 18, A “FEIJOADA DOS 15 ANOS DE EVANGELIZAÇÃO”
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